domingo, 24 de julho de 2011
Onde está você agora?
Aqui, onde eu moro, tem dias escuros e dias claros, dias tão claros que nem dá pra abrir os olhos. E eu só queria olhar pro céu, pra lembrar do azul dos seus olhos. Mas não posso, pois se por um momento eu teimar em abrir os olhos, a luz do sol vai me cegar, e o céu será a última coisa que verei. E, é isso já aconteceu uma vez. Eu estava cega de amor quando você me machucou, o azul dos seus olhos foi a última coisa que eu vi.
Antes aqui, onde eu moro, todos os dias eram claros, não tão claros como os de agora. Não existia esses dias escuros que nos permite abrir os olhos, mas eu não gosto de abrir os olhos neles também. Pois a escuridão chegou quando você se foi.
Todo mundo vive me perguntando, e as vezes eu me pergunto também, por quê quase todos os meus textos são de amor?! Talvez porque ele é tudo o que falta em mim, e eu preciso escrever sobre o que eu sinto, ou nesse caso sobre o que não sinto mais.
Antes, quando não existiam esses dias escuros aqui, você morava comigo. E como nós adorávamos o fato de nunca haver escuridão, aqui. O sol nascia pra nós. E como nós nunca nos separávamos, o sol também não nos deixava. Acho que esse nosso sol varia de acordo com nossas emoções: os dias claros de hoje é o meu amor exagerado e os dias escuros é a sua ausência, ausência de amor por mim.
Eu ainda me lembro do primeiro dia de escuridão. Eu acordei ferida no chão, e você não estava lá, nem o nosso sol.
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