sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Retrato



Eu ainda me lembro de quando olhar nos seus olhos fazia o tempo parar. E ele parou, mas não recomeçou.
Parece que cada gotícula de água sugou a nossa felicidade para si, fazendo-nos derramar o dobro de gotas que prendemos no momento emoldurado, em lágrimas.
Lágrimas que nós reprimimos no instante em que decidimos ser felizes apesar dos pesares. Eu já ouvi dizer que os deuses não gostam da alegria estúpida dos mortais. Porém nós nos lixamos, desafiamos da terra ao céu, e nesse meio inclui a gravidade.
Mas sabe meu bem tudo ficou tão confuso, é como se a foto tivesse se mexido. Em vez de eu sorrir, eu choro de braços abertos para dramatizar sua partida, e você me puxa pela cintura mas é para me entregar seu abraço, o qual me recuso aceitar que seja último. E essas gotas que desfocam o seu lindo rosto são minhas lágrimas, que os deuses emolduraram para me lembrar da sua ausência.

Para a 25ª edição do Palavras Mil.

4 comentários:

Sandra disse...

Muito especial a sua participação. Também estou.
http://sandrarandrade7.blogspot.com/2010/08/coletiva-palavras-mil-adoraveltarde-de.html
Venha compartilhar comigo.
Estou te seguindo. Sempre encontramos novos amigos para trocar novas ideias. Muito prazer Sandra
Estou te seguindo...
Carinhosamente.
Sandra
http://sandrarandrade7.blogspot.com

Luan Fernando disse...

Bonita a presença da dor no texto, mas que seja emoldurado apenas o que foi bom; de resto, nada existe.
Beijos
Sentimento Padrão

Juliane S. Rocha disse...

Bonita a presença da dor no texto, mas que seja emoldurado apenas o que foi bom; de resto, nada existe.
Beijos
Sentimento Padrão

Natália disse...

Antes do lado dele era tudo uma maravilha, mas hoje não tenho mais vontade. beijo